Me pego pensando em quantas vezes nos falta tato para agir determinadas situações. Nós acabamos falando coisas que se não pioram as coisas dificilmente ajudam a melhorar também: nos falta empatia nas palavras.
Dizemos coisas óbvias e desnecessárias quando vemos alguém que amos sofrendo, por exemplo.
Parece tão óbvio que alguém que está com depressão ou ansiedade não precisa ouvir:
- “você precisa ser mais alegre”
- “nossa, você está muito estressado!”
- “você tem que ser menos ansioso! Relaxa!”
As pessoas realmente acham que quem está estressado, deprimido ou ansioso não sabe o óbvio?
Na minha opinião (e por experiência própria) isso só está reforçando o desespero de quem já está se sentindo mal.
Durante o tempo que eu tive depressão, por muitos anos, eu ouvia coisas que mais me machucavam do que ajudavam porque ninguém me entendia.
Acho que por isso se faz tão necessária a empatia.

Quando eu estava triste eu não precisava de alguém pra me dizer que eu precisava ser mais alegre ou sair mais, eu precisava, na maioria das vezes de um abraço e de alguém pra dizer ” eu estou aqui”.
É muito importante que a gente pense mais antes de falar as coisas!
Nós sempre temos soluções fáceis para os problemas dos outros, mas os nossos problemas não resolvemos. Por que será?
Será que é porque nós não estamos com a dor do outro então fica muito mais fácil achar uma resposta pronta?
Eu sempre vejo por aí que nós não somos responsáveis pelo quê o outro ouve e como ele recebe e ok, é uma verdade, mas nós somos responsáveis por tudo o quê nós falamos.
Então será que é tão difícil assim parar por alguns segundos e pensar: “isso que eu vou dizer vai ajudar ou não”?
Pra hoje fica uma reflexão:
O que eu digo para as pessoas ajudam na cura que elas precisam?
Como posso colocar mais empatia nas minhas palavras?
