
Barbacena. Outubro. 2025.
Cada vez que venho aqui, volto mais forte, mais certa de que nunca estive sozinha.
É, afinal, onde nasci.
Respiro o ar da cidade e me dou conta de que ainda que não tenha sido a minha casa por mais do que alguns dias antes de ir para o RJ ainda bebê, minhas raízes aqui são inquestionáveis e fortes.
Há cerca de 10 meses atrás eu ouvi da Paula Quintão na mesma cafeteria em que fui esse ano com ela:
“o negócio é que a gente tem que andar com os loucos certos”.
Ouvir isso em Barbacena, que tem o estigma de ser a “cidade dos loucos”, é, no mínimo, um tanto quanto peculiar.
Desde então eu tenho repetido essa frase como um mantra e, magicamente, os “loucos” tem aparecido cada vez mais.
Fiquei pensando um tempo nessa frase e me alegrei vendo que, de todos os que eu amo e convivo hoje, não há ninguém que não tenha sido chamado de louco ao menos 1x na vida…
Loucos por ousarem ser diferentes, por amarem de formas vistas como erradas, por serem corajosos, por serem verdadeiros, por não se calarem diantes das injustiças, por verem além do que querem que a gente veja…
Loucos por sentirem demais, por terem cicatrizes e ainda assim não desistirem de continuar levando amor e alegria onde vão.
Os “loucos” sempre foram os que mais me acolheram.
Os “loucos” sempre foram os que mais me deram força pra aceitar as minhas “esquisitices” e derrubar muros.
Eu não nasci no lugar errado, Barbacena querida.
Hoje eu vejo mais do que nunca.
Com amor,
Vivi💫
