Fui a uma feira de artesanatos ontem e posso dizer que essa foi a primeira vez que eu consegui sentir de verdade um clima mais “normal” e tranquilo nas ruas depois que essa pandemia louca começou. Seria isso uma espécie de novo normal?

Por mais que eu visse notícias e ouvisse sempre as pessoas dizendo que as coisas estavam melhorando eu ainda não me sentia de fato segura o suficiente para ir a lugares mais cheios de gente mesmo com as minhas doses da vacina em dia e mesmo com máscara e álcool dentro da bolsa…
Eu sempre prefiro seguir o que diz a minha intuição e me arrepender de ter ouvido a mim mesma do que ir contra o que eu sinto só porque me falaram alguma coisa.
Sempre sendo cabeça dura como meu pai?
Sim, sempre.
As máscaras já foram liberadas aqui nos lugares abertos faz um tempinho e parece que isso deu ânimo para muitos nós e aquela sensação boa de que estamos enfim vencendo esse caos todo.
Eu e meu pai ainda estamos usando máscara mesmo nos lugares abertos porque nos sentimos mais seguros assim (mas eu não sou hipócrita de negar que eu tiro a máscara quando estou sozinha na rua ou tem uma pessoa lá do outro lado da calçada e eu sei que ambas não podemos oferecer risco a outra).
Se está liberado então é o que vale para as pessoas e eu não julgo quem prefere não usar até porque, de verdade, eu odeio ter que usar essa coisa que não me deixa respirar direito.
E pra terminar esse post sobre um novo normal e esperançoso, ontem eu assisti (pela tv) o show do Planet Hemp no Lollapalooza e ver aquela multidão reunida me deixou muito feliz porque lembrei de quando fui ao Rock in Rio ver a minha banda favorita (o Coldplay) e foi um dos dias mais lindos e emocionantes da minha vida.
Tem dias que eu acho que essa liberação das máscaras foi meio precipitada, tem dias que eu prefiro ser mais otimista (ou sonhador demais) e acreditar que foi na hora certa e que estamos mesmo maduros e conscientes pra seguir em frente.
De minha parte eu vou seguir tentando focar no meu lado mais otimista quanto a tudo isso sem me descuidar ou desrespeitar meus limites e sem me manter numa espécie de prisão como eu fiz durante quase 2 anos.
Eu gosto de pensar como diz a plaquinha que comprei na feira e escolhi pra ser a imagem desse post “a gente existe pra ser feliz” e que assim seja pra cada um de nós a cada dia mais.

E mesmo com tantas cicatrizes que carregamos acho que estamos prontos para um novo normal.
