
São tempos difíceis e as vezes é difícil pensar que estamos aqui sendo apenas humanos com nossos erros e acertos.
A gente tem vivido dias tensos no país.
Uma divisão que faz tempo que começou e parece que está cada vez mais explícita.
Dia desses eu estava conversando com meu primo e ele me falou algo que fiquei bem pensativa:
– Chega a ser engraçado como as pessoas que nos alertavam sobre a internet hoje acreditam em tudo!
Pois é.
Hoje muitos de nós, vemos as pessoas que nos educaram para não acreditar em qualquer coisa e que tinham medo da internet acreditando em qualquer coisa.
O que será que aconteceu?
Onde perdemos a conexão com curiosidade, com a busca pela verdade?
Pelo saber, pelo ir atrás dos fatos!
Na faculdade eu ouvia meus professores repetindo incansavelmente que não são as respostas, mas as perguntas que movem o mundo, a busca pelo saber.
Vez ou outra alguém vem até mim com alguma notícia absurda e eu tenho todo um trabalho de pesquisar.
Pesquiso porque gosto, e pra ter certeza de que é mesmo um absurdo.
E pesquiso, também, pra tentar explicar mesmo que isso possa ser um esforço inútil.
Mas como é que se explica algo pra quem não quer entender?
Tentamos de novo? Largamos a pessoa pra lá?
É difícil, né?
Por mais que a gente tente ignorar e ser o mais empata possível, tem coisas que ouvimos que nem parecem reais.
Tem coisas que ouvimos que chegam a machucar o nosso coração.
Não, não são as coisas que vem de fora, de longe, dos que nunca nem vimos na vida. Essas doem, mas não tanto quanto as que vem de quem nos conhecemos desde sempre.
Todos os dias eu me deparo com pessoas que pegam fake news duvidosas e até absurdamente ridículas e saem espalhando pra todo mundo como se fosse uma verdade absoluta e fico pensando em como chegamos nisso.
Algumas vezes me dá uma revolta, outras me dá uma tristeza profunda.
“Mas era só pesquisar… Por que não fazem isso???”
A resposta é simples: não vou saber o porquê e eu tenho que lidar com isso.
E eu tenho que lidar, também, com a minha vontade de querer que o outro seja do jeito que eu gostaria.
Como diria minha mãe: não é assim que a banda toca.
Nem sempre vamos conseguir ter empatia ou compaixão e precisamos nos perdoar por isso.
Talvez lembrar que todos somos apenas humanos nos ajude um pouco não a entender, mas perceber que somos imperfeitos.
E que a gente jamais se esqueça de que nós temos, sim, o direito de nos afastar de quem nos fere sem sentir culpa.
Eu recomendo os vídeos do Arly Cravo que fala divinamente sobre a distância saudável nas relações. Os vídeos dele me ajudaram e ainda ajudam demais!
Por fim deixo aqui duas recomendações de florais de Bach que podem nos ajudar nesses processos harmonizando em nós o que precisamos para que a nossa reação diante das ações dos outros não nos cause sentimentos e dores que podemos evitar:
- Beech: quando estamos muito intolerantes e vivemos criticando e só vemos defeitos nos outros e esquecemos de olhar o lado luz
- Vervain: quando queremos converter os outros aos nossos ideais/verdade de qualquer modo e acabamos nos tornando chatos
Se cuide do lado daí!

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